Jubileu de Ouro

Com o coração cheio de alegria e gratidão, rumaram até Fátima, no primeiro dia deste mês Julho de 2019, os Irmãos Capuchinhos vindos de todas as fraternidades de Portugal. Vieram celebrar e agradecer ao Imaculado Coração de Maria, o Jubileu de Ouro da criação da Província portuguesa, que a escolheu como Padroeira.

Este encontro comemorativo e de convivência entre todos os Irmãos constituiu, assim, um grande e importante momento celebrativo da história desta Província, através de um olhar agradecido (e comprometido) pela caminhada fraterna e franciscana desde 1969. Desde a sua fundação que os Irmãos Capuchinhos são conhecidos como os “frades ou homens do povo” (“i frati del popolo”). Por isso, o momento alto da celebração do Jubileu foi vivido no meio do povo que enchia a Capelinha das Aparições deste Santuário da Cova da Iria.

A Missa, que teve início às 12,30 horas, foi presidida por D. Joaquim Ferreira Lopes, capuchinho, Bispo Emérito de Viana (Angola), tendo a seu lado o Ministro Provincial dos Capuchinhos, Fr. Fernando Alberto Pedrosa Cabecinhas e concelebrada por muitos sacerdotes da mesma Ordem, bem como alguns sacerdotes diocesanos, além dos irmãos capuchinhos não sacerdotes. Após a procissão de entrada, abrilhantada pelo canto do solista e organista do Santuário, abriu a celebração o senhor P. Mons. Luciano Guerra, que foi Reitor do Santuário mais de trinta anos, comunicando aos fiéis e peregrinos que enchiam aquele espaço sagrado, o motivo desta celebração jubilar.

D. Joaquim, no momento da Palavra, lembrou que “o diálogo que Deus permitiu que Abraão estabelecesse com Ele” – a propósito da destruição de Sodoma e Gomorra –, “vem nos dizer que também há sempre aquela bolsa de oxigénio, neste caso, de graça, para respirarmos e termos confiança. Pode haver só cinco justos, pode haver só dez. Basta apenas o “fermento” para renovar a massa da humanidade. Virando-se para a imagem da Virgem de Fátima, sublinhou o prelado: “Se aqui foi dito pela Virgem que o Seu Coração Imaculado há-de triunfar sempre, também a respeito do nosso Deus a Sua misericórdia nunca abandonará este mundo”. Depois, fixando-se no Jubileu dos Capuchinhos, e citando o Papa Francisco, referiu a “necessidade de trazermos à memória os benefícios recebidos”. E prosseguiu: “os Povos têm memória, a Igreja também tem memória. A memória é uma potência unitiva e integradora, é o núcleo vital de uma família e de um povo. Não há povo sem memória, não há família sem memória. Quando uma família ou um povo celebram a memória, esta família e este povo têm um futuro”.

Em tom de desafio, afirmou ser importante que “todos nós, Capuchinhos, nos dêmos conta do significado profundo da efeméride que celebramos jubilosamente aqui, junto de Maria, que são os cinquenta primeiros anos da vida da Província portuguesa dos Missionários Capuchinhos... A memória dos Capuchinhos em Portugal deve transportar-nos ao restauro da Esperança: olhar o futuro da Província numa nova perspectiva de acordo com o pulsar do Espírito Santo!” Fez também um convite: “Vamos deitar mãos ao arado outra vez e iniciar, neste dia, a nova página da história para os próximos cinquenta anos, que começam a partir de hoje.”

D. Joaquim, que foi o primeiro Bispo da Diocese de Dundo (Lunda Norte) e também da Diocese de Viana, ambas em Angola, finalizou com estas palavras: “Este Jubileu dê um novo ‘élan’ à nossa Província e que a Virgem Maria, no Seu Imaculado Coração, nos proteja e ajude a encontrar novos caminhos, que levem os jovens a escolher o seguimento de Cristo, à imitação de São Francisco de Assis, e que a plêiade dos nossos Santos e Beatos, com São Lourenço da Brindisi à frente, se juntem em coro diante de Deus, rogando por nós, a fim de darmos exemplos de santidade aos homens do nosso tempo”.

A estas palavras de D. Joaquim seguiu-se outro momento alto do Jubileu de Ouro da Província. Introduziu este acto, o Ministro Provincial: “Foi neste mesmo lugar sagrado que, em 1955, ajoelhados diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, estiveram dois fradinhos Capuchinhos a fazer a Consagração desta presença em Portugal ao Imaculado Coração de Maria. Vamos nós renovar esta Consagração”.

No final da celebração, o P. Mons. Luciano Guerra protagonizou um gesto cheio de simpatia: “Antes da bênção final desejo felicitar, antes de mais, os Capuchinhos por estes cinquenta anos. Eles têm feito uma obra notável em Portugal, especialmente sob o ponto de vista litúrgico: todos nós conhecemos a “Bíblia dos Capuchinhos”, que foi editada à volta do ano 2000. E ainda outros trabalhos que eles fazem anualmente”.

Seguiu-se o momento do “adeus”, com a bênção episcopal recebida nesta Capelinha das Aparições, que fez lembrar aos irmãos capuchinhos ali presentes, aquela igrejinha, berço da Ordem Franciscana, “Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula”, situada na periferia de Assis, pela qual o “Poverello” nutria especial carinho.

A celebração desta Missa jubilar foi precedida por uma “viagem” aos marcos mais relevantes destes cinquenta anos. Este acto, organizado pelo Fr. Lopes Morgado e Fr. Fernando Pedrosa, decorreu no Salão do Centro Bíblico, por volta das 10 horas. Aos olhos de todos, foram passando, através da imagem e do som, os momentos relevantes dos rostos de irmãos que deram vida às missões populares, paróquias, capelanias, semanas bíblicas, cursos bíblicos (Portugal e estrangeiro), edição da Bíblia, retiros, pastoral com os emigrantes (França e Canadá), assistência religiosa a hospitais, ensino, projectos sociais, sacramento da reconciliação, acolhimento de peregrinos, Missão de Angola e Timor-Leste.

Por volta das 13,30 horas foi o almoço-convívio e tempo de confraternização, embelezado com algumas canções populares, portuguesas e timorenses e, no final, a entoação de um bem inspirado “Te Deum”, composto pelo Fr. Acílio Mendes, acompanhado ao acordeão pelo Fr. Luís Leitão.

Ó Mãe Santíssima, ó Imaculado Coração de Maria, aceita a nossa gratidão por nos protegeres com o vosso manto e colo maternal. Neste Jubileu de Ouro, cantamos com São Francisco de Assis: “Salve, Senhora Santa Rainha, Santa Mãe de Deus, Maria, Virgem convertida em Templo. Salve Casa de Deus!”

20190704 50 anos grupo

Jubileu de Ouro

Jubileu de Ouro

Com o coração cheio de alegria e gratidão, rumaram até Fátima, no primeiro dia deste mês Julho de 2019, os Irmãos Capuchinhos vindos de todas as fraternidades de Portugal. Vieram celebrar e agradecer ao Imaculado Coração de Maria, o Jubileu de Ouro da criação da Província portuguesa, que a escolheu como Padroeira.

Este encontro comemorativo e de convivência entre todos os Irmãos constituiu, assim, um grande e importante momento celebrativo da história desta Província, através de um olhar agradecido (e comprometido) pela caminhada fraterna e franciscana desde 1969. Desde a sua fundação que os Irmãos Capuchinhos são conhecidos como os “frades ou homens do povo” (“i frati del popolo”). Por isso, o momento alto da celebração do Jubileu foi vivido no meio do povo que enchia a Capelinha das Aparições deste Santuário da Cova da Iria.

A Missa, que teve início às 12,30 horas, foi presidida por D. Joaquim Ferreira Lopes, capuchinho, Bispo Emérito de Viana (Angola), tendo a seu lado o Ministro Provincial dos Capuchinhos, Fr. Fernando Alberto Pedrosa Cabecinhas e concelebrada por muitos sacerdotes da mesma Ordem, bem como alguns sacerdotes diocesanos, além dos irmãos capuchinhos não sacerdotes. Após a procissão de entrada, abrilhantada pelo canto do solista e organista do Santuário, abriu a celebração o senhor P. Mons. Luciano Guerra, que foi Reitor do Santuário mais de trinta anos, comunicando aos fiéis e peregrinos que enchiam aquele espaço sagrado, o motivo desta celebração jubilar.

D. Joaquim, no momento da Palavra, lembrou que “o diálogo que Deus permitiu que Abraão estabelecesse com Ele” – a propósito da destruição de Sodoma e Gomorra –, “vem nos dizer que também há sempre aquela bolsa de oxigénio, neste caso, de graça, para respirarmos e termos confiança. Pode haver só cinco justos, pode haver só dez. Basta apenas o “fermento” para renovar a massa da humanidade. Virando-se para a imagem da Virgem de Fátima, sublinhou o prelado: “Se aqui foi dito pela Virgem que o Seu Coração Imaculado há-de triunfar sempre, também a respeito do nosso Deus a Sua misericórdia nunca abandonará este mundo”. Depois, fixando-se no Jubileu dos Capuchinhos, e citando o Papa Francisco, referiu a “necessidade de trazermos à memória os benefícios recebidos”. E prosseguiu: “os Povos têm memória, a Igreja também tem memória. A memória é uma potência unitiva e integradora, é o núcleo vital de uma família e de um povo. Não há povo sem memória, não há família sem memória. Quando uma família ou um povo celebram a memória, esta família e este povo têm um futuro”.

Em tom de desafio, afirmou ser importante que “todos nós, Capuchinhos, nos dêmos conta do significado profundo da efeméride que celebramos jubilosamente aqui, junto de Maria, que são os cinquenta primeiros anos da vida da Província portuguesa dos Missionários Capuchinhos... A memória dos Capuchinhos em Portugal deve transportar-nos ao restauro da Esperança: olhar o futuro da Província numa nova perspectiva de acordo com o pulsar do Espírito Santo!” Fez também um convite: “Vamos deitar mãos ao arado outra vez e iniciar, neste dia, a nova página da história para os próximos cinquenta anos, que começam a partir de hoje.”

D. Joaquim, que foi o primeiro Bispo da Diocese de Dundo (Lunda Norte) e também da Diocese de Viana, ambas em Angola, finalizou com estas palavras: “Este Jubileu dê um novo ‘élan’ à nossa Província e que a Virgem Maria, no Seu Imaculado Coração, nos proteja e ajude a encontrar novos caminhos, que levem os jovens a escolher o seguimento de Cristo, à imitação de São Francisco de Assis, e que a plêiade dos nossos Santos e Beatos, com São Lourenço da Brindisi à frente, se juntem em coro diante de Deus, rogando por nós, a fim de darmos exemplos de santidade aos homens do nosso tempo”.

A estas palavras de D. Joaquim seguiu-se outro momento alto do Jubileu de Ouro da Província. Introduziu este acto, o Ministro Provincial: “Foi neste mesmo lugar sagrado que, em 1955, ajoelhados diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, estiveram dois fradinhos Capuchinhos a fazer a Consagração desta presença em Portugal ao Imaculado Coração de Maria. Vamos nós renovar esta Consagração”.

No final da celebração, o P. Mons. Luciano Guerra protagonizou um gesto cheio de simpatia: “Antes da bênção final desejo felicitar, antes de mais, os Capuchinhos por estes cinquenta anos. Eles têm feito uma obra notável em Portugal, especialmente sob o ponto de vista litúrgico: todos nós conhecemos a “Bíblia dos Capuchinhos”, que foi editada à volta do ano 2000. E ainda outros trabalhos que eles fazem anualmente”.

Seguiu-se o momento do “adeus”, com a bênção episcopal recebida nesta Capelinha das Aparições, que fez lembrar aos irmãos capuchinhos ali presentes, aquela igrejinha, berço da Ordem Franciscana, “Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula”, situada na periferia de Assis, pela qual o “Poverello” nutria especial carinho.

A celebração desta Missa jubilar foi precedida por uma “viagem” aos marcos mais relevantes destes cinquenta anos. Este acto, organizado pelo Fr. Lopes Morgado e Fr. Fernando Pedrosa, decorreu no Salão do Centro Bíblico, por volta das 10 horas. Aos olhos de todos, foram passando, através da imagem e do som, os momentos relevantes dos rostos de irmãos que deram vida às missões populares, paróquias, capelanias, semanas bíblicas, cursos bíblicos (Portugal e estrangeiro), edição da Bíblia, retiros, pastoral com os emigrantes (França e Canadá), assistência religiosa a hospitais, ensino, projectos sociais, sacramento da reconciliação, acolhimento de peregrinos, Missão de Angola e Timor-Leste.

Por volta das 13,30 horas foi o almoço-convívio e tempo de confraternização, embelezado com algumas canções populares, portuguesas e timorenses e, no final, a entoação de um bem inspirado “Te Deum”, composto pelo Fr. Acílio Mendes, acompanhado ao acordeão pelo Fr. Luís Leitão.

Ó Mãe Santíssima, ó Imaculado Coração de Maria, aceita a nossa gratidão por nos protegeres com o vosso manto e colo maternal. Neste Jubileu de Ouro, cantamos com São Francisco de Assis: “Salve, Senhora Santa Rainha, Santa Mãe de Deus, Maria, Virgem convertida em Templo. Salve Casa de Deus!”

20190704 50 anos grupo

Agenda

Mais lidos

  • Semana

  • Mês

  • Todos