Lançamento do livro "MULHER minha MÃE" de frei Lopes Morgado

"Esta tarde, o frei Morgado deu-nos uma lição de afetos"! Foi assim que o Dr. Victor Pinho, diretor da Biblioteca Municipal de Barcelos, terminou a sua intervenção no final de um tempo cultural marcado para este dia 19 de maio, em torno do lançamento do 13º livro de poesia do frei Morgado, apresentado no Concelho de onde é natural.

O programa abriu com uma intervenção do Grupo Coral de Areias de Vilar, que se juntou a muitos familiares, amigos e irmãos Capuchinhos do frei Morgado ali presentes. O Coral apresentou Cantate Domino, a que se seguiu a saudação da Drª Armandina Saleiro, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Barcelos e o poema "Não sei", dito por Olinda Ribeiro.

 

Não sei
 
não sei se dizer água nuvem estrela
sorriso luz campina      linho branco
– MENINA
 
não sei se dizer flor ou arco-íris
ou estrela da manhã      luar gaivota
– IRMÃ
 
não sei se dizer sol ou primavera
regato madressilva      borboleta
– AMIGA
 
não sei se dizer noite ou madrugada
caminho bem-me-quer      ou maré-alta
– MULHER
 
não sei se dizer poço ninho sonho
ou simplesmente pólen      ave rio
– MÃE
 
não sei se não dizer      se olhar contigo
olhares-me      ser dia      ver-me em ti
– MARIA
 
e só depois cantar a descoberta

 

A apresentação, intercalada pela leitura de poemas por Olinda Ribeiro, foi feita pelo Prof. Evandro Morgado, sobrinho-neto do autor. O Grupo Coral de Areias de Vilar haveria ainda de apresentar mais dois temas - MariaSenhora do manto lindo -, deixando Jubilate Deo para o encerramento. Antes, o frei Luís Leitão, administrador da Difusora Bíblica, dirigiu algumas palavras de agradecimento em nome da editora, a que seguiu a esperada e emocionada intervenção de frei Lopes Morgado, culminando com a oferta de um exemplar de todos os seus livros à Biblioteca Municipal de Barcelos. A intervenção do Dr. Victor Pinho encerrou as intervenções previstas para esta tarde cultural, seguindo-se um convívio com acepipes preparados por familares do frei Lopes Morgado e sessão de autógrafos.

 

Sinopse 

Neste seu 13º livro de Poesia, o autor parte de um versículo do Génesis 3,20 e de uma frase de George Sand. O livro do Génesis, evoca o poema das origens do Homem e da Mulher: “Adão pôs à MULHER o nome de Eva, porque ela seria MÃE de todos os viventes.” George Sand, pseudónimo de Aurore Lucile Dupin (1804-1876), considerada a maior escritora francesa e uma das precursoras do feminismo, empresta-lhe a frase: “Os homens que desprezam a mulher, ou não são homens ou não sabem que nasceram de mulher.” Daí o título do livro, com o pronome pessoal no singular, porque a Mulher é Mãe de cada um(a) de nós.

Os poemas repartem-se por três áreas, com o seu correspondente reverso, sempre ao rés da vida e da Bíblia:

– Homem-Mulher,
– Mãe-Filho e
– Recriação das Origens, numa quase reescrita de Génesis 1-2.

 

Após uma tentativa abrangente do feminino – Menina, Irmã, Amiga, Mulher, Mãe, Maria –, na primeira surgem Maria, Penélope, a Samaritana, Florbela Espanca, a mulher do Cântico dos Cânticos, todas as Mulheres do caleidoscópico 8 de março, a Mulher da rua, a Mulher Operária da Vida, Micá, a Virgem do Leite… e a «Mulher-Viúva-Mãe-Irmã-Pietà da minha terra», no contundente poema Vitória.

Na segunda, por entre o intimismo e a autobiografia comuns a todos os Filhos e Mães, sobem, por exemplo, os poemas Diário, Dia do Nascimento e Em Memória do Corpo.

Fugindo a qualquer definição, Lopes Morgado proclama em “Minha Mãe", no pequeno poema escolhido para marcador deste livro:
 
Mãe?
 
Definir Mãe
É perdê-la.
 
Amá-la
É mantê-la viva
 
Minha Mãe!

 


Edição

Difusora Bíblica, Fátima, 2018. 102 pgs., 5,85 €

Lançamento do livro

Lançamento do livro "MULHER minha MÃE" de frei Lopes Morgado

"Esta tarde, o frei Morgado deu-nos uma lição de afetos"! Foi assim que o Dr. Victor Pinho, diretor da Biblioteca Municipal de Barcelos, terminou a sua intervenção no final de um tempo cultural marcado para este dia 19 de maio, em torno do lançamento do 13º livro de poesia do frei Morgado, apresentado no Concelho de onde é natural.

O programa abriu com uma intervenção do Grupo Coral de Areias de Vilar, que se juntou a muitos familiares, amigos e irmãos Capuchinhos do frei Morgado ali presentes. O Coral apresentou Cantate Domino, a que se seguiu a saudação da Drª Armandina Saleiro, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Barcelos e o poema "Não sei", dito por Olinda Ribeiro.

 

Não sei
 
não sei se dizer água nuvem estrela
sorriso luz campina      linho branco
– MENINA
 
não sei se dizer flor ou arco-íris
ou estrela da manhã      luar gaivota
– IRMÃ
 
não sei se dizer sol ou primavera
regato madressilva      borboleta
– AMIGA
 
não sei se dizer noite ou madrugada
caminho bem-me-quer      ou maré-alta
– MULHER
 
não sei se dizer poço ninho sonho
ou simplesmente pólen      ave rio
– MÃE
 
não sei se não dizer      se olhar contigo
olhares-me      ser dia      ver-me em ti
– MARIA
 
e só depois cantar a descoberta

 

A apresentação, intercalada pela leitura de poemas por Olinda Ribeiro, foi feita pelo Prof. Evandro Morgado, sobrinho-neto do autor. O Grupo Coral de Areias de Vilar haveria ainda de apresentar mais dois temas - MariaSenhora do manto lindo -, deixando Jubilate Deo para o encerramento. Antes, o frei Luís Leitão, administrador da Difusora Bíblica, dirigiu algumas palavras de agradecimento em nome da editora, a que seguiu a esperada e emocionada intervenção de frei Lopes Morgado, culminando com a oferta de um exemplar de todos os seus livros à Biblioteca Municipal de Barcelos. A intervenção do Dr. Victor Pinho encerrou as intervenções previstas para esta tarde cultural, seguindo-se um convívio com acepipes preparados por familares do frei Lopes Morgado e sessão de autógrafos.

 

Sinopse 

Neste seu 13º livro de Poesia, o autor parte de um versículo do Génesis 3,20 e de uma frase de George Sand. O livro do Génesis, evoca o poema das origens do Homem e da Mulher: “Adão pôs à MULHER o nome de Eva, porque ela seria MÃE de todos os viventes.” George Sand, pseudónimo de Aurore Lucile Dupin (1804-1876), considerada a maior escritora francesa e uma das precursoras do feminismo, empresta-lhe a frase: “Os homens que desprezam a mulher, ou não são homens ou não sabem que nasceram de mulher.” Daí o título do livro, com o pronome pessoal no singular, porque a Mulher é Mãe de cada um(a) de nós.

Os poemas repartem-se por três áreas, com o seu correspondente reverso, sempre ao rés da vida e da Bíblia:

– Homem-Mulher,
– Mãe-Filho e
– Recriação das Origens, numa quase reescrita de Génesis 1-2.

 

Após uma tentativa abrangente do feminino – Menina, Irmã, Amiga, Mulher, Mãe, Maria –, na primeira surgem Maria, Penélope, a Samaritana, Florbela Espanca, a mulher do Cântico dos Cânticos, todas as Mulheres do caleidoscópico 8 de março, a Mulher da rua, a Mulher Operária da Vida, Micá, a Virgem do Leite… e a «Mulher-Viúva-Mãe-Irmã-Pietà da minha terra», no contundente poema Vitória.

Na segunda, por entre o intimismo e a autobiografia comuns a todos os Filhos e Mães, sobem, por exemplo, os poemas Diário, Dia do Nascimento e Em Memória do Corpo.

Fugindo a qualquer definição, Lopes Morgado proclama em “Minha Mãe", no pequeno poema escolhido para marcador deste livro:
 
Mãe?
 
Definir Mãe
É perdê-la.
 
Amá-la
É mantê-la viva
 
Minha Mãe!

 


Edição

Difusora Bíblica, Fátima, 2018. 102 pgs., 5,85 €