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1 Os irmãos que quiserem
religiosamente viver nos eremitérios, não sejam nem menos de três nem
mais de quatro. Dois deles façam o oficio de mães, e tratem o outro ou
os outros dois como se foram seus filhos.
2 Os primeiros levem a
vida de Marta, e os outros dois a vida de Maria (Lc 10, 38-42). E haja
um claustro, onde cada um tenha uma pequena cela para orar e dormir.
3 E rezem sempre Completas
à tarde, ao sol-pôr. E ponham cuidado na guarda do silêncio: e digam as
suas horas; e levantem-se para Matinas; e busquem, primeiro que tudo o
mais, o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6, 33).
4 E à hora conveniente
digam Prima e Tércia; e, depois de Tércia, possam falar e ir ter com
suas mães.
5 E quando lhes parecer
bem, possam pedir-lhes esmola por amor de Deus, como pobres pobrezinhos.
6 E depois, a seu tempo,
rezem Sexta e Noa e Vésperas.
7 E no claustro onde
moram, não permitam que pessoa alguma lá entre nem coma.
8 E os irmãos que fazem de
mães, ponham todo o cuidado em se conservarem fora do convívio seja de
quem for, e por obediência ao seu Ministro guardem de tal modo a seus
filhos, que ninguém com eles possa falar. 9
E estes seus filhos não falem com mais
ninguém, senão com suas mães, e com o seu Ministro e Custódio, quando
este houver por bem visitá-los com a bênção do Senhor.
10 E os que fazem de
filhos, de vez em quando tomem o ofício de mães, revezando-se assim como
melhor lhes parecer, de maneira que procurem observar as supraditas
regras com fidelidade e diligência.
Editorial
Franciscana |