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Capuchinhos em Gondomar |
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1958 -
2004
Resumo Cronológico
1958, Capuchinhos procuram local para instalar
Seminário
1958, Por votação, o Seminário Menor vai para Gondomar
1958, Abandona-se Vila Nova de Poiares
1964, Abre em Gondomar o «Externato Liceal Paulo VI»
1966, Primeira pedra da igreja Nossa S. Mãe dos Homens
1967, Inauguração da cripta
1971, Urbanização e loteamento da Quinta de Bouça-Cova
1972, Início das obras do Seminário e Igreja
1974, Bênção e inauguração da Igreja e Seminário
2001, Inauguração da Igreja, depois de remodelação |
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Onde instalar o Seminário Seráfico do Comissariado? |
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Em 3 de Fevereiro de 1958 houve, no Porto, uma reunião definitorial.
Teve por fim preparar a reunião de todos os Superiores locais do dia
seguinte, convocada especificamente para resolver o problema da
instalação definitiva do Seminário Seráfico dos Capuchinhos. A Comissão
do Seminário e o Padre Comissário Provincial tinham já visitado 40
Quintas possíveis. Nesta reunião foram seleccionadas 7 entre as 40
visitadas. Em 4 de Fevereiro, reuniram-se em assembleia extraordinária,
na Casa do Porto, chamados expressamente pelo Padre Comissário
Provincial, todos os Superiores do Comissariado os dois Fabriqueiros, o
Mestre de Noviços, o Secretário Provincial e os Vogais da Comissão do
Seminário Seráfico. Para a História, aqui ficam os nomes dos
intervenientes nessa magna assembleia: Padres Cornélio de San Felices,
Mateus do Souto, Rafael de Serafão, Francisco da Mata Mourisca, Hilário
de El Burgo, Joaquim de Moena, Epifânio de Limeira, Boaventura da Torre,
Vítor de Oleiros, Fulgêncio de Alfredo Chaves, Pedro de Macieira, Ângelo
de Ribas, Fernando de Negreiros, João Evangelista e Jerónimo do Souto.
Depois de uma ampla e razoável exposição feita pelo Padre Comissário
Provincial sobre os critérios que se deviam ter presentes para resolver
o problema, que se ia enfrentar, e sobre os meios de que podíamos dispor
para aguentar a despesa, que se ia fazer, todos os presentes se meteram
na furgoneta e foram visitar as referidas 7 Quintas, previamente
seleccionadas entre as 40, situadas no Porto e arredores. Ao fim da
tarde, reunidos novamente na Casa do Porto, por votação secreta, fez-se
a escolha da Quinta e Casa que parecia reunir melhores condições para o
definitivo Seminário Seráfico do Comissariado. Com apenas um voto
contra, os restantes votaram pela aquisição da Quinta da Bouça-Cova em
Gondomar. |
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Por votação, o Seminário Menor vai para Gondomar |
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Tendo em conta a votação
maciça verificada nesta assembleia extraordinária, os Superiores
Maiores, em carta de 5 de Fevereiro, com o protocolo,71/58, resolveram
pedir autorização ao Ministro Geral e seu Definitório para comprar uma
Casa e Quinta em Gondomar e contrair, para o efeito, o empréstimo que
fosse preciso. Nesse mesmo dia seguiu uma carta para o Senhor Bispo do
Porto, com o protocolo 72/58, a pedir licença para a fundação canónica
do Seminário de Gondomar. Esta seria concedida benignamente por escrito
no dia 8 de Fevereiro. O rescrito da Sagrada Congregação dos Religiosos
a autorizar a fundação duma casa em Gondomar, para aí se instalar o
Seminário, tinha a data de 27 de Fevereiro de 1958 e foi executado pelo
Padre Geral no seguinte 7 de Março.
Para permitir que a nova Casa
estivesse apta a receber os alunos do Seminário no seguinte ano lectivo,
foram tomadas de imediato algumas decisões. Assim, na sua reunião de 25
de Fevereiro de 1958, o Definitório, além de encarregar o Padre Mateus
do Souto de accionar os mecanismos legais a fim de se contrair um
empréstimo na Caixa Geral de Depósitos para a compra da Casa e Quinta de
Gondomar, resolveu também formar uma Comissão de Obras, constituída
pelos Padres Boaventura da Torre, Vítor de Oleiros e Frei Virgílio de
Chana. A sua tarefa era decidir das indispensáveis adaptações a fazer na
nova Casa e tratar com o empreiteiro, Senhor Carlos Silva, dos trabalhos
a realizar de modo que ainda nesse ano de 1958 se pudesse transferir
para Gondomar o Seminário Seráfico de Vila Nova de Poiares.
Obtido, em 14 de Julho, o
empréstimo pedido à Caixa Geral de Depósitos, a escritura da compra da
Casa e Quinta da Bouça-Cova fez-se no seguinte dia 16, na Agência da
Empresa Predial Nortenha, à Rua D. João I, na cidade do Porto. Os
prédios
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rústico e urbano
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pertenciam ao Senhor Abílio Pacheco Teixeira Rebelo de Carvalho, que os
vendeu à Ordem pela quantia de 3.750.000$00. A escritura continha uma
cláusula que foi garantida com a inscrição, na respectiva Conservatória,
dos bens que o referido senhor possuía em Lousada. Na altura não se deu
importância de maior às consequências decorrentes dessa cláusula, que
anos depois traria muitas dores de cabeça aos Superiores da Ordem.
Finalmente, em 15 de Outubro de 1958, deram entrada no novo Seminário
Seráfico, em número de 87, os alunos que o iriam habitar e no seguinte
dia 17 fez-se a abertura solene do curso de 1958-1959, tendo o Padre
Boaventura da Torre como Superior e Director do Seminário e o Padre
Donato de Ourém como Vigário e Vice-Director.
Do passado histórico da Casa de Gondomar, adquirida pelos Capuchinhos, o
Senhor Francisco Leite de Faria publicou no nosso BOLETIM OFICIAL (Fevereiro-Março,
1959, vol.II, nº 6, págs. 345-353), um bem documentado estudo titulado:
«A Quinta da Bouça-Cova em São Cosme de Gondomar». |
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Abandona-se Vila Nova de Poiares |
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Entretanto, o Seminário de
Vila Nova de Poiares continuou em funcionamento até Julho de 1958. Em 2
de Julho, os seus alunos partiram para férias e nunca mais ali
voltariam, pois no seguinte mês de Outubro abriria o novo Seminário na
Quinta da Bouça-Cova em Gondomar. Em 16 de Julho, o Padre Comissário
Provincial pediu licença a Roma para se encerrar e, ao mesmo tempo,
vender a Casa de Vila Nova Poiares. Essa autorização foi concedida pela
Santa Sé a 16 de Agosto. Antes, a 22 de Julho, o Padre Leonardo de Vila
Boa, pároco de Santo André de Poiares, despediu-se dos seus paroquianos,
uma vez que ia deixar aquela terra. Contudo, o Senhor Bispo de Coimbra,
Dom Ernesto Sena de Oliveira, pediu aos Superiores da Ordem para os
Capuchinhos continuarem a prestar assistência religiosa à paróquia até
ao mês de Setembro. Essa assistência ficou garantida através da acção
pastoral do Padre Zeferino de Cassacco.
Finalmente, de 21 a 23 de Julho de 1958 fez-se a mudança do pessoal e do
mobiliário de Vila Nova de Poiares para Gondomar em sete grandes
camiões. Foi um dia histórico para os Religiosos daquela Casa, cuja
história terminava ali, evocada deste modo pelo seu cronista, Padre
Vítor de Oleiros: «Caro leitor, tu que me lês, e dos problemas
suscitados por este abandono e evacuação do antigo Seminário consegues
um resumido apanhado, une-te comigo e entoa o «Magnificat» de
agradecimento e louvor à Santíssima Virgem a quem devemos o milagre
desta mudança, que há um ano era somente um sonho. Apenas quem viveu dia
a dia os dramas que só nós vivemos pode realmente compreender como só
por especial protecção de Nossa Senhora se tornou possível esta
mudança». |
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Abre em Gondomar o «Externato Liceal Paulo VI» |
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Também em Outubro de 1964, na
Vila de Gondomar, começou a funcionar, numa sala provisória, o nosso
«Externato Liceal Paulo VI», oficialmente autorizado por despacho do
Senhor Subsecretário do Ministério da Educação Nacional, professor
doutor Alberto Carlos de Brito. Esse despacho tinha a data de 9 de
Setembro de 1963. O Padre Bonifácio de São Tiago (José Lopes) foi o seu
primeiro Director. As obras da construção da 1ªfase do Externato
começaram em Maio de 1965 e o ano lectivo de 1965/1966 foi iniciado já
no novo edifício com oito salas de aulas, mas ainda por completar. O
Externato foi dotado com um rico museu de História Natural, graças à
generosidade do Senhor Mário Domingos Marques dos Santos, que o comprara
à extinta Escola «Raúl Dória» do Porto, e, vendo o interesse do então
Director do Colégio em adquirir o museu, ofereceu-o a este nosso
estabelecimento de ensino.
O Externato destinava-se a alunos do ciclo liceal. Ao longo destes anos
tem também servido de apoio escolar ao Seminário de Gondomar, pois os
nossos seminaristas têm aí frequentado as suas aulas. |
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Inauguração no Porto e 1ª pedra da Igreja de Gondomar |
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Embora já ocupada desde fins
de Setembro, a nova Casa do Colégio de Filosofia e Teologia do Porto foi
oficialmente inaugurada no dia 8 de Dezembro de 1966. Às 11,30 horas,
celebrou Missa solene de pontificar o Bispo Capuchinho, Dom Matias Solá,
que se deslocou de Barcelona propositadamente para esse acto. No fim da
santa Missa procedeu-se à cerimónia da bênção da nova Casa, participada
por muita gente que, no fim, pôde visitar as novas instalações. No dia
seguinte os jornais citadinos referiram-se ao acontecimento e a TV deu
uma pequena reportagens da inauguração.
Também no dia 11 de Dezembro
se realizou o acto solene e simbólico da bênção da primeira pedra da
futura Igreja do Seminário de Gondomar, A bênção foi lançada pelo pároco
da Vila, com a presença do Vigário da Vara, do Padre Comissário
Provincial, que fez uma alocução de circunstância, dos Padres Superiores
do Porto, Gondomar e Barcelos, de vários Religiosos destas
fraternidades, dos seminaristas de Gondomar e dos nossos estudantes do
Colégio de Filosofia e Teologia do Porto, além de diversas autoridades
civis e benfeitores do Seminário. Nesta primeira fase apenas iria ser
construída uma cripta. |
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Inauguração da cripta de Gondomar |
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Em 17 de Setembro de 1967,
festa da Impressão das Chagas do nosso Seráfico Pai São Francisco,
fez-se a inauguração solene da nossa cripta de Gondomar, para substituir
o anterior espaço dedicado ao culto, situado junto da Capelinha de Nossa
Senhora Mãe dos Homens. Com a presença do Doutor Manuel Desport,
Presidente da Câmara de Gondomar, das autoridades civis, das Comunidades
Religiosas locais e de muitos fiéis, o Padre Comissário Provincial,
ladeado pelo pároco da Vila de Gondomar, Padre Arnaldo Duarte, e pelo
Padre Boaventura da Torre, Superior do Seminário, procedeu à bênção da
nova cripta. A seguir houve uma solene concelebração presidida pelo
Senhor Abade da Vila. O sermão alusivo ao acto litúrgico foi proferido
pelo Padre Rafael de Serafão, Comissário Provincial. O novo espaço
sagrado iria servir de local habitual de culto até à construção da
igreja definitiva, algum anos mais tarde. |
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Urbanização e loteamento da Quinta de Gondomar |
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Após dez meses de porfiados
trabalhos com a elaboração técnica do respectivo projecto e estudo
económico, em 16 de Setembro de 1971 começaram as obras de aterro e
terraplanagem da urbanização e loteamento parcial da nossa Quinta de
Bouça-Cova, em Gondomar. Para o efeito, foram alienados 44.570 metros
quadrados da referida Quinta. Procurou-se dar a esses terrenos uma
finalidade social, criando um largo espaço para a construção de
habitações, que iriam favorecer muitas famílias, num local privilegiado
da Vila, em frente dos Paços do Concelho. Ao mesmo tempo, com a venda
dos lotes do terreno urbanizado, seria possível suportar os encargos
decorrentes da construção do novo Seminário e igreja de Gondomar. O
projecto da urbanização foi aprovado em 2 de Abril de 1971 e, o alvará
do loteamento concedido no seguinte 30 de Abril. O Padre Alfredo Sá
(Boaventura da Torre), Presidente da Comissão encarregada do Estudo da
Venda dos terrenos urbanizados, foi a alma desta iniciativa. Muito
trabalhou ele junto das autoridades competentes (autarquia e Direcção
Geral da Administração Política e Civil) para que a urbanização fosse
aprovada sem que a Ordem tivesse de pagar o imposto de mais valias. Para
que os trabalhos da urbanização pudessem avançar, sem encargos para a
Província, o Presidente e o Vice-Presidente da Comissão de Angariação de
Fundos para a construção do Seminário, respectivamente, Serafim Caetano
Ramos Pereira e Mário Domingues Marques dos Santos, em 19 de Julho de
1971, assumiram perante o Definitório Provincial o compromisso do
pagamento de 3.500 contos pela empreitada da urbanização dos terrenos,
adjudicada à Firma «Domingos Ferreira da Costa, Lda.,» em 2 de Agosto de
1971, garantindo o quantitativo previsto no estudo económico de
18.490.400$00, do qual seria deduzida aquela importância. Os primeiros
lotes de terreno começaram a ser vendidos em Dezembro de 1971 e os
trabalhos da urbanização foram concluídos em fins de 1972. |
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Início das obras do Seminário e Igreja de Gondomar |
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Na sua reunião de 6 de Outubro
de 1972, o Definitório Provincial adjudicou à Firma «Domingos Ferreira
da Costa, Lda.» a empreitada da construção do Seminário e igreja de
Gondomar. O projecto era da autoria do Senhor Franklin da Silva Gens,
que já tinha projectado a obra da nossa Casa e igreja do Tronco. Com
base na venda dos lotes de terrenos urbanizados na nossa Quinta de Bouça-Cova, os senhores Serafim Caetano Ramos Pereira e Mário Domingues
Marques dos Santos, grandes amigos e benfeitores da Ordem, à semelhança
do que já tinham feito para os gastos com a urbanização, assumiram
também a responsabilidade pelos pagamentos a fazer ao empreiteiro. As
obras começaram em fins de Outubro. |
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Benção e inauguração da Igreja e Seminário de Gondomar |
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Em 1 de Dezembro de 1974
efectuou-se a cerimónia da bênção e inauguração da nova Casa e igreja de
Gondomar, cujas obras se tinham iniciado em fins de Outubro de 1972.
Presidiu ao acto inaugural o Senhor Dom António Ferreira Gomes, da
diocese do Porto, com a presença do Ministro Geral, Padre Pascoal
Rywalski, e do Padre Lázaro Iriarte, Definidor geral, que estavam de
visita à nossa Província. O rito da bênção do novo templo começou, pouco
depois das 11 horas, no exterior da nova igreja. A seguir, o Senhor Dom
António Ferreira Gomes benzeu o interior do templo, enquanto o Grupo
Coral
-
Psallite
-,
sob a orientação do Padre António Pojeira Dias, entoava os cânticos
litúrgicos apropriados. Celebrou-se depois a primeira Eucaristia,
presidida pelo Senhor Bispo do Porto e concelebrada pelo Ministro Geral
e pelos Padres Lázaro Iriarte, Ministro Provincial, Secretário
Provincial, Superior da fraternidade de Gondomar, Carlos Augusto, José
Joaquim Lopes da Silva Morgado, Albino dos Santos Pereira Felicíssimo,
Luís Gonçalves, José Machado Lopes, Joaquim Torres Lima... Presentes
ainda no altar, além do Secretário do Senhor Bispo do Porto, o Padre
Arnaldo Duarte, pároco de Gondomar, e o Padre Rebimbas, Vigário da Vara.
A multidão enchia literalmente o vastíssimo templo. Orientou a liturgia
o Padre Daniel Gonçalves Coelho. No momento da homilia, o Senhor Bispo
referiu-se ao significado do templo na vida da Igreja e ao que ele
representava para o Povo de Deus, felicitando os Capuchinhos por esta
realização. Também o Ministro Provincial, Padre António Monteiro,
dirigiu algumas palavras ao povo ali congregado para sublinhar a estima
das gentes de Gondomar pelos Capuchinhos e, ao mesmo tempo, dar conta da
situação económica da Província decorrente da construção da nova igreja,
pedindo a ajuda de todos para amenizar esses custos.
Terminada a Eucaristia, o
Senhor Dom António, acompanhado pelo Ministro Geral e comitiva, visitou
as dependências do novo Seminário e o Externato Paulo VI. Seguiu-se o
almoço festivo em que participaram, além das mencionadas autoridades
eclesiásticas e de muitos confrades vindos das nossas Casas, os técnicos
responsáveis das obras, os senhores Mário Marques dos Santos e
Serafim Caetano Pereira, grandes amigos e benfeitores da Ordem, o senhor
Fernando Cruz, em representação dos "Amigos de São Francisco", a
representante da Superiora Provincial das Franciscanas de Nossa Senhora
e uma Irmã das Religiosas do Sagrado Coração de Jesus. Foi um dia grande
para Gondomar, para as suas gentes e para os irmãos daquela
fraternidade. |
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Remodelação da Igreja |
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Da consulta feita à comissão de arte sacra da
diocese do Porto e consequente aprovação do projecto de remodelação da
Igreja de Gondomar, resultou que, "sendo uma intervenção profunda no
templo original", findas as obras se deveria fazer a sagração do "novo"
templo. No dia 23 de Novembro o senhor D. Armindo Lopes Coelho recebeu
em audiência previamente solicitada, o Ministro Provincial e o frei
Manuel Luís, Guardião da fraternidade de Gondomar, e aí ficou marcada a
data da sagração da Igreja para o dia 09 de Dezembro às 19.00 horas.
Na data anunciada, estando a igreja pronta,
devidamente ornamentada e repleta de fiéis, o
Ministro Provincial, o Guardião da fraternidade e alguns irmãos da mesma
receberam o senhor Bispo. Às 19.00 horas iniciou-se a celebração que
decorreu de maneira muito digna, simples e bela, tendo merecido os
elogios de todo o povo presente. No final da celebração, depois do
arquitecto da obra, senhor António Sá Machado, a convite do Ministro
Provincial, ter explicado ao povo a obra que observavam (ver
texto abaixo), o Ministro Provincial agradeceu à equipa técnica, à
fraternidade de Gondomar e comissão de obras, a todos os gondomarenses,
desde a autarquia que estava representada pelo seu presidente,
presidente da Junta da Freguesia, vários vereadores e comandante dos
bombeiros, ao mais humilde dos gondomarenses, ao Senhor Bispo, ao pároco
de Gondomar e ao vigário da Vara, e referiu que a obra que se contempla
é apenas um aspecto da Igreja viva que se quer entusiasta, unida e
comprometida.
Depois da bênção, foi assinada a Acta da sagração da
Igreja pelas autoridades religiosas e civis e também pelo povo que o
desejou. Findo este acto e após se terem desparamentado, o senhor Bispo
descerrou uma lápide comemorativa do evento.
De seguida foi servido às autoridades religiosas e
civis e aos representantes dos diversos grupos e movimentos da Igreja,
um "copo de água", simples e fraterno, no refeitório da fraternidade.
fr.
J. J. Guedes (Ministro Provincial), in "Informação" 5-6, de 2001
ESPAÇO
DE
INTERIORIZAÇÃO E MEDITAÇÃO
Arqº
António Sá Machado
«No primeiro contacto com o espaço da "IGREJA DE
NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS" senti que a preocupação dos responsáveis
era a de o conservar, conferindo-lhe unicamente mais conforto e
intimidade.
Reflectindo sobre este pressuposto, entendemos que
para dotar a Igreja de conforto e intimidade, impunha-se uma
requalificação espacial e, como tal, a nossa proposta avança nesse
sentido e fez-se em 3 momentos.
Primeiro, redesenhamos toda a área do altar-mor,
potenciando todo o espaço disponível até ao limite. Organizou-se uma
área de adoração e recolhimento, recuperou-se o retábulo e dignificou-se
a espaço de celebração redesenhando-se igualmente o altar, o ambão e o
cadeiral.
Em segundo lugar, criaram-se capelas de
reconciliação (confessionários) ao lado do altar-mor e definidas pelos
painéis que contêm as imagens de Nossa Senhora Mãe dos Homens e de S.
Francisco, direccionadas para o centro da nave da Igreja
Por ultimo, redesenhamos todo o espaço central,
hierarquizando a imagem de Cristo no seu Trono. A verticalidade imposta
pelo cone central foi atenuada através da construção de uma cúpula ao
nível do lanternim. A horizontalidade é definida pelo lambril e sanca de
remate ao tecto.
O NOSSO PROPÓSITO É QUE O ESPAÇO RECUPERE A SUA
VOCAÇÃO
ORIGINAL
-
INTERIORIZAÇÃO E MEDITAÇÃO.
Arqº António Sá Machado, in "Informação" 5-6, de 2001 |
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