Jo 7

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4. JESUS É A LUZ DO MUNDO (7,1-10,42)


Falta de fé dos parentes de Jesus - 1Depois disto, Jesus continuava pela Galileia, pois não queria andar pela Judeia, visto que os judeus procuravam matá-lo. 2Estava próxima a festa judaica das Tendas. 3Disseram-lhe então os seus irmãos: «Vai para a Judeia, a fim de os teus discípulos verem as obras que fazes. 4Pois ninguém faz nada às escondidas, se pretende tornar-se conhecido. Se fazes coisas destas, mostra-te ao mundo.» 5Com efeito, nem sequer os seus irmãos criam nele.

6E Jesus disse-lhes: «Para mim ainda não chegou o momento oportuno; mas, para vós, qualquer oportunidade é boa. 7O mundo não pode odiar-vos; a mim, porém, odeia-me, porque sou testemunha de que as suas obras são más. 8Ide vós à festa. Eu é que não vou a essa festa, porque o tempo que me está marcado ainda não se completou.» 9Depois de dizer isto, continuou na Galileia.

10Contudo, depois de os seus irmãos partirem para a festa, Ele partiu também, não publicamente, mas quase em segredo. 11Por isso, durante a festa, os judeus procuravam-no e perguntavam: «Onde é que Ele está?»

12E havia entre o povo grande murmuração a seu respeito. Uns diziam: «É um homem de bem». Outros, porém, afirmavam: «Não; o que Ele anda é a desencaminhar o povo!» 13No entanto, ninguém falava dele abertamente, por medo dos judeus.


Jesus ensina no templo - 14Já a festa ia a meio, quando Jesus subiu ao templo e se pôs a ensinar. 15Os judeus assombravam-se e diziam: «Como é que este é letrado, se não estudou?» 16Então, Jesus respondeu-lhes, dizendo: «A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. 17Se alguém está disposto a fazer a vontade dele, é capaz de ajuizar se a doutrina procede de Deus, ou se Eu falo por minha conta. 18Quem fala por sua conta procura a sua glória pessoal; mas, quem procura a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro e nele não há impostura. 19Porventura Moisés não vos deu a Lei? No entanto, nenhum de vós cumpre a Lei. Porque me quereis matar?»

20Respondeu aquela gente: «Tu tens o demónio. Quem é que te quer matar?» 21Jesus replicou-lhes: «Eu realizei uma única obra e todos estão assombrados. 22Porque Moisés vos deu a lei da circuncisão - não é que ela venha de Moisés, mas dos Patriarcas - circuncidais um homem mesmo ao sábado. 23Se um homem recebe a circuncisão ao sábado, para não ser violada a Lei de Moisés, podereis indignar-vos comigo por ter curado completamente um homem ao sábado? 24Não julgueis pelas aparências; julgai com um juízo recto.»


Discussões acerca de Jesus; as suas revelações - 25Então, alguns de Jerusalém comentavam: «Não é este a quem procuravam, para o matar? 26Vede como Ele fala livremente e ninguém lhe diz nada! Será que realmente as autoridades se convenceram de que Ele é o Messias? 27Mas nós sabemos donde Ele é, ao passo que, quando chegar o Messias, ninguém saberá donde vem.»

28Entretanto, Jesus, ensinando no templo, bradava: «Então sabeis quem Eu sou e sabeis donde venho?! Pois Eu não venho de mim mesmo; há um outro, verdadeiro, que me enviou, e que vós não conheceis. 29Eu é que o conheço, porque procedo dele e foi Ele que me enviou.»

30Procuravam, então, prendê-lo, mas ninguém lhe deitou a mão, pois a sua hora ainda não tinha chegado. 31Porém, dentre o povo, muitos creram nele e comentavam: «Quando vier o Messias, será que há-de realizar mais sinais miraculosos do que este?» 32Tal comentário do povo a respeito dele chegou aos ouvidos dos fariseus. Então, os sumos sacerdotes e os fariseus mandaram guardas para prenderem Jesus.

33Entretanto, Jesus começou a dizer: «Já pouco tempo vou ficar convosco, pois irei para aquele que me enviou. 34Haveis de procurar-me, mas não me encontrareis, e não podereis ir para o lugar onde Eu estiver.»

35Os judeus, por isso, disseram entre si: «Para onde tenciona Ele ir, que não o possamos encontrar? Tenciona ir até aos que estão dispersos entre os gregos para pregar aos gregos? 36Que significam estas palavras que Ele disse: ‘Haveis de procurar-me, mas não me encontrareis, e não podereis ir para o lugar onde Eu estiver’?»

37No último dia, o mais solene da festa, Jesus, de pé, bradou: «Se alguém tem sede, venha a mim; e quem crê em mim que sacie a sua sede! 38Como diz a Escritura, hão-de correr do seu coração rios de água viva.»

39Ora Ele disse isto, referindo-se ao Espírito que iam receber os que nele acreditassem; com efeito, ainda não tinham o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.

40Então, entre a multidão de pessoas que escutaram estas palavras, dizia-se: «Ele é realmente o Profeta.» 41Diziam outros: «É o Messias.» Outros, porém, replicavam: «Mas pode lá ser que o Messias venha da Galileia?! 42Não diz a Escritura que o Messias vem da descendência de David e da cidade de Belém, donde era David?» 43Deste modo, estabeleceu-se um desacordo entre a multidão, por sua causa.

44Alguns deles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe deitou a mão. 45Depois os guardas voltaram aos sumos sacerdotes e aos fariseus, que lhes perguntaram: «Porque é que não o trouxestes?» 46Os guardas responderam: «Nunca nenhum homem falou assim!» 47Replicaram-lhes os fariseus: «Será que também vós ficastes seduzidos? 48Porventura acreditou nele algum dos chefes, ou dos fariseus? 49Mas essa multidão, que não conhece a Lei, é gente maldita!»

50Nicodemos, aquele que antes fora ter com Jesus e que era um deles, disse-lhes: 51«Porventura permite a nossa Lei julgar um homem, sem antes o ouvir e sem averiguar o que ele anda a fazer?» 52Responderam-lhe eles: «Também tu és galileu? Investiga e verás que da Galileia não sairá nenhum profeta.»

53E cada um foi para sua casa.



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