Est 3

Da wiki Biblia Online
Ir para: navegação, pesquisa

Conspiração de Haman con­tra os ju­­deus1Depois destes acon­­te­­ci­men­tos, o rei Assuero elevou em dignidade Haman, filho de Ha­me­­­data, o agagita, e deu-lhe um lugar superior ao de todos os príncipes que o rodeavam. 2Todos os servos do rei que estavam à porta, dobra­vam o joe­lho e prostravam-se diante de Ha­man, por ordem expressa do rei; só Mardoqueu não dobrava o joelho nem se prostrava.

3Disseram-lhe os servos do rei que estavam à porta do palácio: «Porque desobedeces assim à ordem do rei?» 4E, como lhe repetissem isto todos os dias e ele não fizesse caso, denun­cia­ram-no a Haman, para ver se Mar­do­queu persistia na sua obstinação, pois este dissera-lhes que era judeu. 5Haman, vendo que Mardoqueu não queria dobrar o joelho nem prostrar-se diante dele, ficou furioso. 6Mas pareceu-lhe pouco vingar-se só de Mardoqueu, pois fora informado so­bre o povo a que pertencia; procu­rou, então, maneira de exterminar o povo de Mardo­queu, todos os judeus que habitavam no reino de Assuero.

7No primeiro mês, que é o mês de Nisan, no décimo segundo ano do rei­­nado de Assuero, foi lançado o “pur”, isto é, a sorte, diante de Ha­man, para cada dia e cada mês. Saiu o dé­cimo segundo mês, que é o mês de Adar.

8Então, Haman disse ao rei As­suero: «Em todas as províncias do teu reino existe um povo, disperso e separado dos outros; as suas leis são diferentes das dos outros povos, e este povo não observa as leis do rei. Não convém aos interesses do rei deixar esse povo em paz. 9Se ao rei lhe parecer bem, dê-se ordem para os exterminar, e eu pesarei dez mil talentos de prata que passarei para as mãos dos funcionários, para que os recolham no tesouro real.»

10Então, o rei tirou o anel do seu dedo e entregou-o a Haman, filho de Hamedata, o agagita, inimigo dos ju­­deus, e disse-lhe: 11«Entrego-te esse dinheiro e também esse povo; faz dele o que quiseres.»

12No dia treze do primeiro mês foram convocados os secretários do rei e escreveu-se, pontualmente, tudo o que Haman ordenava aos sátra­pas do rei, aos governadores de cada pro­víncia e aos príncipes de cada nação; a cada província, segundo a sua es­crita, e a cada nação, segundo a sua língua. O édito estava assi­nado com o nome de Assuero e levava o selo real. 13Expediram-se cartas, por cor­reios, para todas as províncias reais, no sentido de destruir, matar e exter­minar todos os judeus, jo­vens, velhos, crianças e mulheres, num só dia, no dia treze do décimo segundo mês, que é o mês de Adar, e para entre­gar à pilha­gem os seus despojos.


B Cópia do édito contra os ju­deus1O teor da carta é o se­guinte:

«Assuero, o grande rei, aos sátra­pas e aos governadores das cento e vinte e sete províncias, da Índia até à Etiópia, mando o que se segue: 2Em­­­bora eu seja o chefe de nume­ro­sas nações e tenha submetido toda a terra, não quero de modo algum abu­s­ar da grandeza do meu poder. Quero esta­bel­ecer um governo de moderação e de justiça, oferecer aos meus súbdi­tos uma existência de tran­­quilidade perpétua, e procurar para o meu reino, até aos seus con­fins, a quietude e a segurança, ga­ran­t­ia da paz, tão dese­jada por to­dos os homens. 3Pergun­tei, pois, aos meus conselheiros como poderia levar isto a cabo e um deles, cha­mado Haman, superior a todos pela sua sabedoria e fidelidade, que ocu­pa o primeiro lugar depois do rei, 4deu-me a conhecer que há um povo mal-intencionado, disperso entre os outros povos do mundo, de costumes contrários aos dos outros, que des­preza continuamente as ordens ré­gias, a ponto de ameaçar a concórdia que reina no nosso império. 5Averi­guei, também, que essa nação vive total­mente isolada, sempre em opo­si­ção perpétua ao resto do género humano e que, segundo as suas leis, tem um modo de vida estranho, hos­til aos nos­sos interesses, e comete as piores desordens, comprometendo as­sim a ordem pública do reino. 6Por estas razões, ordenamos que todos aqueles que vos são indicados nas cartas de Haman, o homem que está à frente dos nossos interesses e que é para nós como um segundo pai, sejam radi­cal­mente extermina­dos, com as suas mulheres e crian­ças, pela espada dos seus inimigos, sem nenhuma compai­xão nem cle­mên­cia, no dia catorze do dé­cimo segundo mês, chamado Adar, do pre­sente ano. 7Desse modo, os inimigos de ontem e de hoje sejam obrigados a descer num só dia à re­gião dos mortos, para que, no tempo futuro, o nosso governo seja estável e perfei­tamente tranquilo.»

14Uma cópia do édito, que devia ser promulgado em cada província, foi enviada a todos os povos, con­vi­dando-os a estarem preparados para o dia marcado. 15À ordem do rei, os correios partiram a toda a pressa.

O édito publicou-se em Susa, a capi­tal, e enquanto o rei bebia na com­pa­nhia de Haman, a cidade de Susa estava consternada.



Capítulos

Est 1 Est 2 Est 3 Est 4 Est 5 Est 6 Est 7 Est 8 Est 9 Est 10