Sir 38

Da wiki Biblia Online
Ir para: navegação, pesquisa

O médico 381Honra o médico, pois podes precisar dele, e porque foi o Altíssimo quem o criou. 2Pois é do Altíssimo que provém a cura, como do rei se recebe um presente. 3A ciência do médico eleva-o em honra, e é admirado na presença dos poderosos. 4O Senhor produziu da terra os medicamentos; o homem sensato não os desprezará. 5Acaso, não foi por meio de um lenho que se tornou doce a água salobra, manifestando assim a sua virtude? 6O Altíssimo deu a ciência aos homens, para ser honrado nas suas maravilhas. 7Por elas, o médico cura e aplaca a dor e com elas o farmacêutico faz misturas. 8E assim, as obras do Senhor não têm fim, e, por Ele, o bem-estar espalha- se sobre a terra. 9Meu filho, se estiveres doente, não te descuides de ti mesmo, mas reza ao Senhor, e Ele te curará. 10Afasta-te do pecado, conserva as mãos puras, e purifica o coração de todo o pecado. 11Oferece incenso, a oblação de flor de farinha, e imola vítimas gordas segundo as tuas posses. 12E chama o médico, porque foi criado por Deus; e não o afastes de ti, porque te é necessária a sua assistência. 13Há ocasiões em que o êxito está nas mãos deles. 14Também eles rogarão ao Senhor que envie por meio deles o alívio e a saúde, a fim de prolongar a vida do doente. 15Aquele que peca na presença de quem o criou, virá a cair nas mãos do médico.   O culto dos mortos 16Filho, derrama lágrimas sobre o morto, e chora como um homem que sofreu um rude golpe. Sepulta o seu corpo segundo o costume, e não desprezes a sua sepultura. 17Chora amargamente e irrompe em gritos de dor, observa o luto segundo a dignidade do morto, um dia ou dois, por causa da opinião pública; depois consola-te da tua tristeza. 18Pois a tristeza faz apressar a morte e a melancolia do coração abate as forças. 19A tristeza persiste na desgraça, uma vida de aflição é insuportável. 20Não entregues o teu coração à tristeza, mas afasta-a e lembra-te do teu fim. 21Não te esqueças: da morte não há retorno; em nada darás proveito ao morto e só causarás dano a ti mesmo. 22Lembra-te da sentença que me foi dada, porque a tua será semelhante: ontem para mim, hoje para ti. 23No repouso do morto, deixa descansar a sua memória, e conforta-o quando ele exalar o último suspiro.   O escriba e o artífice 24O letrado adquire a sabedoria, no tempo em que está livre de negócios; por isso, aquele que tem poucas ocupações pode chegar a ser sábio. 25Como pode ser sábio o que tem que manejar o arado, cuja glória é aguilhoar os bois, que se ocupa constantemente dos seus trabalhos e só sabe falar das crias dos touros? 26Ele põe todo o seu empenho em traçar os sulcos e o seu cuidado em engordar as bezerras. 27Assim acontece com todo o carpinteiro e construtor, que trabalham dia e noite; com aquele que grava as figuras dos sinetes, variando-as por um trabalho assíduo, que aplica o seu coração a reproduzir as pinturas, e põe todo o cuidado no acabamento do seu trabalho. 28Assim sucede com o ferreiro sentado ao pé da bigorna, atento ao ferro que vai moldando; o vapor do fogo cresta-lhe as carnes, e ele resiste ao calor da fornalha. O estrondo do martelo fere-lhe o ouvido com repetidos golpes, e os seus olhos estão fixos no modelo da sua obra. Aplica o seu coração a aperfeiçoar os trabalhos, e com o seu desvelo os embeleza e lhes dá a última demão. 29Assim sucede com o oleiro que, entregue à sua tarefa, gira a roda com os pés, sempre cuidadoso pela sua obra e pela realização do que está a fazer. 30Com o braço dá forma ao barro e com os pés torna-o flexível. Empenha-se em aperfeiçoar o verniz e perde o sono para limpar o forno. 31Todos estes têm confiança na obra das suas mãos, e cada um é sábio na sua profissão. 32Sem eles, nenhuma cidade seria edificada nem habitada nem frequentada. 33Porém, eles mesmos não tomam parte no conselho do povo e na assembleia não sobressaem; não se sentam nas cadeiras dos juízes, não entendem as leis da justiça; 34não manifestam nem cultura nem sabedoria, nem são encontrados a estudar parábolas. Entretanto, asseguram uma criação perpétua, e as suas orações referem-se aos trabalhos da sua arte.



Capítulos

Sir 1 Sir 2 Sir 3 Sir 4 Sir 5 Sir 6 Sir 7 Sir 8 Sir 9 Sir 10 Sir 11 Sir 12 Sir 13 Sir 14 Sir 15 Sir 16 Sir 17 Sir 18 Sir 19 Sir 20 Sir 21 Sir 22 Sir 23 Sir 24 Sir 25 Sir 26 Sir 27 Sir 28 Sir 29 Sir 30 Sir 31 Sir 32 Sir 33 Sir 34 Sir 35 Sir 36 Sir 37 Sir 38 Sir 39 Sir 40 Sir 41 Sir 42 Sir 43 Sir 44 Sir 45 Sir 46 Sir 47 Sir 48 Sir 49 Sir 50 Sir 51