Is 66

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O culto verdadeiro (Sl 51; Jr 7)

1Eis o que diz o Senhor: «O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés. Que templo podereis construir-me, ou que lugar para Eu repousar? 2Tudo quanto existe é obra das minhas mãos, e tudo me pertence. – Oráculo do Senhor. É nos humildes de coração con­trito que os meus olhos se fixam, pois escutam a minha palavra com respeito. 3Há quem imole um touro, mas é também capaz de matar um homem; há quem sacrifique um cordeiro, mas é capaz de degolar um cão; há quem apresente uma oferta de farinha, mas é capaz de apresentar tam­bém sangue de porco; há quem ofereça incenso a Deus, mas honra também os ídolos. Para os que escolhem seguir tais caminhos e se deleitam em abominações, 4também Eu escolherei os casti­gos que hão-de sofrer e farei cair sobre eles o que mais temem. Porque Eu chamei e ninguém me respondeu, falei e ninguém me escutou. Fizeram o mal que me desagrada e escolheram o que Eu não gosto.» 5Ouvi a palavra do Senhor, vós que aceitais a sua palavra com respeito: há irmãos vossos que vos de­tes­tam e vos renegam por causa do meu nome. Eles dizem: «Que o Senhor mos­tre a sua glória para podermos comprovar a vos­sa alegria!» Mas eles é que serão confun­di­dos. 6Escutai este barulho que vem da cidade, este ruído que vem do templo: é a voz do Senhor que retribui aos seus inimigos como eles me­recem.


Nascimento de um povo (54)

7Antes das contracções do parto, ela deu à luz, antes de sentir dores, teve um fi­lho. 8Quem jamais tal coisa ouviu? Quem jamais viu coisa seme­lhante? Porventura gera-se um povo num só dia? Ou uma nação nasce de uma só vez? Mas Sião, mal sentiu as contrac­ções, deu à luz os seus filhos. 9Sou Eu quem abre a matriz e não iria deixar que ela dê à luz? – diz o Senhor. Se sou Eu quem faz nascer, iria impedi-la de dar à luz? – diz o teu Deus. 10Alegrai-vos com Jerusalém, rejubilai com ela, vós todos que a amais; regozijai-vos com ela, vós todos os que estáveis de luto por ela. 11Como criança amamentando-se ao peito materno, ficareis saciados com o seu seio reconfortante e saboreareis as delícias do seu peito abundante. 12Porque, assim diz o Senhor: «Vou fazer com que a paz corra para Jerusalém como um rio, e a riqueza das nações, como uma torrente transbordante. Os seus filhinhos serão levados ao colo e acariciados sobre os seus rega­ços. 13Como a mãe consola o seu filho, assim Eu vos consolarei; em Jerusalém sereis consolados. 14Ao verdes isto, os vossos cora­ções pulsarão de alegria, e os vossos ossos retomarão vigor, como a erva fresca. A mão do Senhor há-de mani­fes­tar-se aos seus servos, e a sua ira aos seus inimigos.»


Julgamento dos idólatras

15«Porque o Senhor vai chegar no meio de um fogo, e os seus carros serão como um furacão. Vem desafogar a sua cólera num incêndio e a sua ameaça em chama ar­dente. 16Com efeito, o Senhor julgará com o seu fogo, e com a sua espada, todo o mortal. Serão muitas as vítimas do Se­nhor. 17São aqueles que se consagram e se purificam para os ritos nos jardins, e se colocam atrás daquele que fica no meio; os que comem carne de porco, de répteis e ratos. Hão-de morrer de uma vez por todas. – Oráculo do Senhor. 18Eu conheço as suas obras e os seus planos.»


Reunião de todos os povos em Sião

«Eu virei para reunir os povos de todas as línguas; todos virão e con­templarão a minha glória. 19Colo­ca­rei no meio deles um si­nal; en­via­rei alguns dos seus sobreviventes às nações: a Társis, a Pul e a Lud, espe­cia­listas do arco, a Tubal, à Grécia e às ilhas lon­gínquas, que nunca ouvi­ram falar de mim, nem viram a mi­nha glória. Eles revelarão a minha glória a estas nações.

20E de todos estes países trarão os vossos irmãos, como se se tra­tas­se de uma ofe­renda ao Senhor. Virão a cavalo, em carros, em liteiras, em mu­­­los e em camelos, até ao meu monte santo de Jeru­salém – diz o Senhor – tal como os filhos de Israel tra­zem as suas oferendas em vasos puros à casa do Se­nhor. 21Escolherei de entre eles sacer­do­tes e levitas – diz o Senhor. 22Por­que, assim como os novos céus e a nova terra, que vou criar, subsis­ti­rão diante de mim, assim também sub­sistirá a vossa posteridade e o vosso nome. – Orá­­culo do Senhor. 23Desta maneira, em cada festa da Lua-nova e em cada sábado, todo o mortal virá prostrar-se diante de mim – diz o Senhor.

24E, quando saírem, verão os ca­dáveres dos que se revoltaram contra mim. Os seus vermes não morrem e o fogo que os devora não se apaga. Se­rão um objecto de horror para todos.»



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