Is 40

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I. Deus, libertador de Israel (40,1-48,22)


Promessa do novo Êxodo

1Consolai, consolai o meu povo, é o vosso Deus quem o diz. 2Falai ao coração de Jerusalém e gritai-lhe: «Terminou a vossa servidão, estão perdoados os vossos cri­mes, pois já recebeu da mão do Senhor o dobro do castigo por todos os seus pecados.» 3Uma voz grita: «Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplanai na estepe uma estrada para o nosso Deus. 4Todo o vale seja levantado, e todas as colinas e montanhas sejam abaixadas, todos os cumes sejam aplanados, e todos os terrenos escarpados se­jam nivelados!» 5Então a glória do Senhor mani­festar-se-á, e toda a gente a há-de ver ao mes­mo tempo. É o Senhor quem o declara. 6Diz uma voz: «Proclama!» Respondo: «Que hei-de procla­mar?» «Proclama que toda a gente é como a erva e toda a sua beleza como a flor dos campos! 7A erva seca e a flor murcha, quan­do o sopro do Senhor passa sobre elas. Verdadeiramente o povo é seme­lhante à erva. 8A erva seca e a flor murcha, mas a palavra do nosso Deus per­manece eternamente.» 9Sobe a um alto monte, arauto de Sião. Grita com voz forte, arauto de Jerusalém; levanta a voz, sem receio, e diz às cidades de Judá: «Aí está o vosso Deus! 10Olhai, o Senhor Deus vem com a força do seu braço dominador; olhai, vem com o preço da sua vi­tória, e com a recompensa antecipada. 11É como um pastor que apas­centa o rebanho, reúne-o com o cajado na mão, leva os cordeiros ao colo e faz repousar as ovelhas que têm crias.»


Polémica contra os ídolos (41,21-29; 44,6-8; Sb 13-15; Br 6)

12Quem mediu as águas do mar com a sua mão, e quem mediu o céu a palmo, ou o pó da terra com o alqueire? Quem pesou as montanhas na bás­cula e as colinas na balança? 13Quem mediu o espírito do Se­nhor? Quem lhe mostrou o seu projecto? 14De quem recebeu Ele conselho para julgar, para lhe indicar o caminho certo? Quem lhe ensinou a ciência e lhe sugeriu o caminho da pru­dência? 15As nações são como uma gota de água num balde, como um grão de poeira no prato de uma balança; e as ilhas não pesam mais do que o pó mais fino. 16As florestas do Líbano não che­gam para a lenha, nem os seus animais para os ho­locaustos. 17Diante dele, todos os povos são como se não existissem; para Ele contam menos que nada. 18  A quem, pois, ireis comparar Deus? Com que imagem o podeis con­frontar? 19Um ídolo, é um artista que o modela, o ourives reveste-o de ouro e junta-lhe alguns retoques de prata. 20Quem tem pouco para oferecer escolhe uma madeira que não apo­­dreça, procura um artista hábil, para lhe fazer um ídolo dura­douro.

21Porventura não o sabíeis nem aprendestes? Não vo-lo disseram de antemão? Não chegou ao vosso conheci­men­to como se fundou a terra? 22Ele está sentado sobre a cúpula da terra; os seus habitantes são como ga­fanhotos. Foi Ele quem estendeu os céus como um toldo e os desdobrou como uma tenda para habitar. 23Ele reduz a nada os poderosos, e converte em nada os gover­nan­tes. 24Logo que estejam plantados ou semeados, mal tenham criado raízes na terra, sopra sobre eles e secam ime­dia­tamente; e depois são levados como palha por um vendaval. 25«A quem, pois, me comparareis, que seja igual a mim?» – pergunta o Deus Santo. 26Levantai os olhos ao céu e vede! Quem criou todos estes astros? Aquele que os conta e os faz mar­char como um exército. A todos Ele chama pelos seus no­mes. É tão grande o seu poder e tão robusta a sua força, que nem um só falta à chamada.


Polémica de Deus com o povo

27Porque andas falando, Jacob, e murmurando, Israel: «O Senhor não compreende o meu destino, o meu Deus ignora a minha causa!» 28Porventura não sabes? Será que não ouviste? O Senhor é um Deus eterno, que criou os confins da terra. Não se cansa nem perde as for­ças.


Deus, superior aos poderosos da Terra

É insondável a sua sabedoria. 29Ele dá forças ao cansado e enche de vigor o fraco. 30Até os adolescentes se cansam e se fatigam, e os jovens tropeçam e vacilam. 31Mas aqueles que confiam no Se­nhor renovam as suas forças. Têm asas como a águia, correm sem se cansar, marcham sem desfalecer.



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