Is 30

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Contra a aliança com o Egi­pto (19,1-15; 31,1-3)

1O Senhor declara: «Ai de vós, filhos rebeldes, que fazeis projectos sem contar comigo, que estabeleceis alianças contrá­rias ao meu espírito, acumulando, assim, pecados sobre pecados! 2Tomais o caminho do Egipto sem me consultar; ides pedir protecção ao Faraó e abrigo à sombra do Egipto. 3Mas a protecção do Faraó será a vossa vergonha, e o abrigo do Egipto será a vossa humilhação. 4Quando os vossos chefes estive­rem em Soan, e os vossos embaixadores che­ga­rem a Hanés, 5todos se envergonharão deste povo inútil, que não vos pode auxiliar nem so­­­correr; nada mais será do que motivo de vergonha e de afronta!»


Contra a embaixada do Egipto

6Oráculo contra a Besta do Sul: «Por terra deserta e temível, de leões e leoas a rugir, de víboras e áspides voadoras, conduzem as suas riquezas sobre o dorso dos jumentos, e seus tesouros sobre o dorso dos camelos, para um povo que de nada lhes serve. 7Irão para o Egipto cujo socorro é vão e nulo. Por isso, Eu chamo-lhe: ‘Monstro que nada pode.’»


Testamento de Isaías (8,16-20) 8Agora, pois, vai e escreve isto so­bre uma tabuazinha, grava-o num documento, que sirva para o futuro como tes­temunho perpétuo: 9«É um povo rebelde, são filhos men­­tirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor.» 10Dizem aos videntes: «Deixem-se de visões!» E aos profetas: «Deixem-se de anun­­ciar verdades! Dizei-nos, antes, coisas agradá­veis, profetizai-nos ilusões! 11Afastai-vos do caminho recto, retirai-vos da boa direcção, deixai de colocar diante dos nos­sos olhos o Santo de Israel!» 12Por isso, diz o Santo de Israel: «Visto que rejeitais esta palavra, confiais na opressão e na perversidade e nelas vos apoiais, 13este pecado será para vós como uma fenda numa alta mu­ralha. Aparece a saliência e, de repente, num instante, tudo se desmorona. 14A muralha quebra-se como a va­si­lha de barro, é feita em cacos, sem piedade, de modo que dos destroços não fica sequer um caco para apanhar uma brasa do bra­seiro, ou para tirar uma gota de água da cisterna.» 15Vede o que diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: «A vossa salvação está na con­ver­são e em terdes calma; a vossa força está em terdes con­fiança e em permanecerdes tranquilos.» Mas não quisestes. 16Dissestes: «Não; fugiremos a cavalo!» – Pois bem, fugireis. «Correremos a galope!» – Pois bem, serão mais velozes os vossos perseguidores. 17Fugirão mil perante a ameaça de um, fugireis todos perante a ameaça de cinco, até que fiqueis como um mastro abandonado no cimo de um monte, ou como um estandarte numa co­lina.


Conversão do povo

18Mas o Senhor espera para se apie­dar de vós, aguenta para se compadecer de vós; porque o Senhor é um Deus justo, e ditosos os que nele esperam. 19Povo de Sião, que habitas em Je­rusalém, já não chorarás mais, porque o Senhor terá piedade de ti quando ouvir a tua súplica, e, mal te ouça, logo te respon­derá. 20Embora o Senhor te dê o pão da angústia e a água da tribulação, já não se esconderá mais o teu mestre. Tu o verás com os teus próprios olhos. 21Ouvirás atrás de ti esta pala­vra, quando tiveres de caminhar para a direita ou para a esquerda: «Este é o caminho a seguir.» 22Terás como impuros os teus ído­los prateados e as tuas estátuas cobertas de ouro. Lançá-los-ás fora como coisa imun­­da, dizendo: «Fora daqui!» 23Então o Senhor te enviará as chuvas para a sementeira que semeares na terra, e o pão que a terra produzir será nutritivo e saboroso. Naquele dia, o teu gado pastará em amplas pastagens. 24Os bois e os jumentos que lavra­rem a terra comerão uma forragem salgada, remexida com a pá e a forquilha. 25No dia da grande mortandade, em que desabarão as fortalezas, haverá torrentes de água abun­dante em todas as montanhas e coli­nas. 26No dia em que o Senhor curar a ferida do seu povo, e tratar da chaga que lhe foi in­fligida, a Lua refulgirá como um Sol, e o Sol brilhará sete vezes mais.


Castigo dos assírios (Hab 3)

27Vede! É o Senhor em pessoa que vem de longe, a sua cólera é ardente como fogo espesso, os seus lábios estão cheios de fu­ror, e a sua língua é um fogo abrasa­dor. 28O seu sopro é uma torrente trans­­bordante que sobe até ao pescoço. Vai crivar as nações com o crivo do extermínio e pôr um freio de engano nas man­díbulas dos povos. 29Vós, porém, entoareis um cântico como na noite sagrada de festa. Haverá alegria no vosso coração, semelhante à do que caminha ao som da flauta, enquanto ides ao monte do Se­nhor, à Rocha de Israel. 30O Senhor fará ouvir a majestade da sua voz, mostrará o seu braço ameaçador, no ardor da sua cólera e no fogo devorador, na tempestade e nas tormentas de granizo. 31À voz do Senhor, a Assíria tre­merá, castigada pelos seus golpes. 32Cada golpe da vara de castigo, que o Senhor lhe infligir, será ao som de tambores, cítaras e danças. 33Também em Tofet está prepa­rada, desde há muito, uma cova profunda e espaçosa, com pira de lenha abundante, e o sopro do Senhor, como torrente de enxofre, acendê-la-á.



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