Is 3

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Anarquia em Jerusalém (59,9-15; Ez 22)


1Eis que o Senhor Deus do uni­verso

tirará de Jerusalém e de Judá todo o sustento:

todo o sustento de pão,

todo o sustento de água;

2o capitão e o soldado,

o juiz e o profeta,

o adivinho e o ancião,

3o oficial e o nobre,

o conselheiro e o artesão,

e o entendido em feitiçaria;

4em vez de príncipes dar-lhes-ei meninos,

e serão governados por crianças.

5Os homens hão-de maltratar-se uns aos outros,

cada um contra o seu próximo;

o jovem insultará o idoso,

e o plebeu, o nobre.

6Assim falará um irmão a outro irmão na casa paterna:

«Já que tens pelo menos um manto,

serás tu o nosso chefe,

para governares esta ruína.»

7Quando chegar aquele dia,

o outro lhe protestará:

«Eu não sou médico,

e na minha casa não há pão

nem tenho manto;

não me façais chefe do povo.»

8Jerusalém, com efeito, ameaça ruína,

e Judá vai caindo,

porque as suas palavras

e as suas acções são contra o Senhor.

Insultam a glória de Deus.

9O seu ar insolente depõe contra eles;

ostentam publicamente, como So­­doma, os seus pecados.

Ai deles, porque são causa da sua própria ruína.

10Feliz o justo, porque terá o bem,

comerá o fruto das suas obras.

11Ai do ímpio, porque terá o mal,

será tratado segundo as suas obras.

12Povo meu, és oprimido por crian­ças,

dominado por mulheres;

povo meu, os que te guiam desen­caminham-te,

destroem o caminho que deves seguir.

13O Senhor levanta-se para acu­sar,

e ergue-se para julgar o seu povo.

14O Senhor entrará em juízo

contra os anciãos e os chefes do seu povo:

«Vós devorastes a minha vinha,

e os despojos dos pobres enchem as vossas casas.

15Por que razão calcais aos pés o meu povo,

e macerais o rosto dos pobres?»

– Oráculo do Senhor Deus do uni­­verso.


Contra o luxo das mulheres (32,9-14; Am 4,1-3)

16O Senhor disse:

«Já que são tão orgulhosas as mu­lheres de Sião:

andam com a cabeça emproada,

lançam olhares desavergonha­dos,

caminham com passo afectado,

fazem soar as argolas dos seus pés»,

17o Senhor tornará calvas as suas cabeças,

o Senhor desnudá-las-á.

18Naquele dia, o Senhor lhes tirará todos os seus adornos:

os anéis, os colares, as lúnulas,

19os brincos, as braceletes e os véus,

20os lenços da cabeça, as argolas dos pés e os cintos,

os frascos de perfumes e os amu­letos,

21os anéis dos dedos e argolas do nariz,

22os vestidos de festa, os mantos,

os xailes e as bolsas,

23os espelhos e as musselinas,

os turbantes e as mantilhas.

24Então, em lugar de perfume ha­verá mau cheiro;

em vez de cinto, uma corda;

em vez de cabelos entrançados, a calvície;

em vez de vestidos sumptuosos, um saco;

em vez da beleza, a vergonha.

25Os teus homens cairão mortos à espada,

e os teus soldados tombarão no combate,

26hão-de entristecer-se e gemer as tuas portas;

e, desolada, sentar-te-ás por terra.



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