Is 28

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V. Oráculos de Salvação de Israel e Judá (28,1-33,24)


Destruição da Samaria

1Ai da Samaria, coroa so­ber­ba dos ébrios de Efraim! Ai da flor caduca, jóia do seu ata­vio, que está na cabeça de um fértil vale! 2Eis que vai chegar, por ordem do Senhor, um guerreiro forte e robusto, como uma saraivada de granizo e um torvelinho destruidor; como trombas de águas cauda­losas, transbordantes. 3Atira ao chão com as mãos e pisa com os pés a coroa soberba dos ébrios de Efraim, 4a flor caduca, jóia do seu atavio, que está na cabeça do fértil vale. Será como o figo temporão: mal alguém o vê, colhe-o e come-o. 5Virá o dia em que o Senhor do uni­verso será a coroa de glória e o diadema cintilante dos sobreviventes do seu povo: 6espírito de justiça para os que julgam no tribunal, e espírito de valentia para os que repelem o inimigo, diante das portas da cidade.


Contra os chefes religiosos de Judá

7Também os sacerdotes e os pro­fetas cambaleiam por causa do vinho e andam estonteados com as be­bidas alcoólicas. Cambaleiam por causa do álcool, andam atordoados por causa do vinho e estonteados com o licor. Vêem as coisas de modo confuso e não cuidam da sentença a pro­nunciar. 8As suas mesas estão todas cheias de vómitos, e não há sequer um lugar sem porcaria. 9Perguntam: «Quem julga ele que está a ensinar? A quem julga ele que dá a lição? A crianças recém-desmamadas? A bebés que acabaram de deixar o peito? 10Ele diz: «Tsav latsav, tsav latsav, kav lakav, kav lakav, menino aqui, menino ali!» 11Pois bem, é com uma lingua­gem balbuciante, com uma linguagem estranha que o Senhor falará a esse povo. 12Antes já lhes tinha dito: «Nisto con­siste o repouso: deixem descansar os fatigados; nisto consiste o descanso.» Mas eles não quiseram obedecer. 13Então o Senhor vai falar-lhes: «Tsav latsav, tsav latsav, kav lakav, kav lakav, menino aqui, menino ali!» E assim, ao andarem, caem de cos­tas, quebram os ossos e são apanha­dos na rede.


A pedra angular

14Escutai, pois, a palavra do Se­nhor, ó gente insolente, vós que dominais o povo de Jeru­salém. 15Vós dizeis: «Fizemos um pacto com a Morte, uma aliança com o Abismo e, por isso, o flagelo passará sem nos atingir, porque fizemos da mentira um abrigo e da fraude um refúgio.» 16Por isso, assim fala o Senhor Deus: Vou colocar em Sião uma pedra que vos ponha à prova. Será uma pedra preciosa, angu­lar, bem firme. Aquele que confiar nela não tro­peçará. 17Usarei o direito como cordel de medir e a justiça como nível. Mas a saraiva arrasará o vosso abrigo de mentira e as águas torrenciais levarão o vosso refúgio. 18O vosso pacto com a Morte será quebrado, a vossa convenção com o Abismo não subsistirá. Quando a catástrofe passar sereis esmagados por ela. 19Ela passará cada manhã, de dia e de noite, e sempre que ela passar vos enro­lará. O terror que ela espalha bastará para que aprendais a li­ção. 20Como diz o provérbio: «O leito é muito pequeno para alguém se deitar e o cobertor muito estreito para alguém se cobrir.» 21Pois o Senhor se levantará como no monte Perasim e despertará como no vale de Guibeon, para realizar a sua obra e para executar o seu trabalho; uma obra extraordinária e um tra­balho inaudito. 22Portanto, cessai de zombar, para que não se apertem ainda mais as vossas cadeias; porque eu ouvi a sentença de des­­truição, determinada por ordem do Senhor Deus do uni­verso, contra a vossa terra.


A sabedoria dos agricultores

23Escutai-me e prestai-me aten­ção! Ouvi atentamente o meu discurso: 24Porventura o lavrador nada mais faz do que arar e abrir regos na terra? 25Depois de ter aplanado a terra, não semeia a nigela e o cominho? Não semeia o trigo, o milho miú­do e a cevada e ainda o trigo duro nas bordas? 26É o seu Deus quem o instrui e o ensina como deve fazer. 27A nigela não se debulha com o trilho de ferro, nem as rodas do carro devem pas­sar sobre o cominho. A nigela deve ser sacudida com uma vara e o cominho com um pau. 28Quanto ao trigo, tem que ser de­bulhado, mas sem ser triturado em de­ma­sia. As rodas do carro passam por cima dele, mas sem o esmagar. 29Também este proceder vem do Senhor do universo, cujo conselho é admirável e gran­de a sua eficiência.



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