Is 22

Da wiki Biblia Online
Ir para: navegação, pesquisa

Oráculo contra Jerusalém

1Oráculo sobre o Vale da Vi­são: «Que se passa contigo para que toda a tua gente suba aos terraços? 2Porque és uma cidade ruidosa, cheia de tumulto e de alegria? Os teus mortos não morreram à espada, nem morreram em combate. 3Os teus oficiais fugiram todos, mas foram aprisionados pelo arco; os teus guerreiros foram presos em massa, quando tentavam fugir. 4Por isso vos suplico: afastai-vos de mim, deixai-me derramar lágrimas amar­­­gas; não procureis consolar-me pela ruína do meu povo. 5Porque foi um dia de derrota, de angústia e de confusão, enviado pelo Senhor Deus do uni­­­verso. No Vale da Visão derrubaram a muralha e os gritos ecoaram pela monta­nha. 6Elam pôs ao ombro a aljava, os homens aparelharam os cava­los, Quir apresentou os escudos. 7Os teus vales mais belos enche­ram-se de carros, os cavaleiros colocaram-se junto às portas. 8Ficou exposta a cidade de Judá. Naquele dia, inspeccionastes o ar­senal no palácio da floresta, 9examinastes as inúmeras brechas da muralha da cidade de Da­vid, recolhestes as águas na piscina inferior, 10contastes as casas de Jerusa­lém, demolistes algumas delas para reforçar a muralha. 11Fizestes um reservatório entre os dois muros para armazenar as águas da pis­cina velha. Contudo não olhastes para aquele que dispôs estas coisas, não reparastes naquele que as preparou de longe. 12O Senhor Deus do universo tinha-vos convidado, naquele dia, ao pranto e à penitência, a raparem a cabeça e a vestirem-se de luto. 13Mas, em vez disso, há festa e ale­gria, matança de bois e ovelhas, come-se carne e bebe-se vinho: ‘Comamos e bebamos, porque ama­­nhã morreremos.’ 14Porém, o Senhor do universo revelou-me ao ouvido: «Este pecado jamais será per­doado até que sejais mortos.» O Senhor Deus do universo as­sim o proclamou.


Oráculo contra Chebna

15Isto diz o Senhor Deus do uni­verso: «Vai ter com Chebna, esse tal admi­nistrador do palácio real, 16que lavra para si próprio, lá em cima, um sepulcro e escava na pedra uma morada, e diz-lhe: ‘Que estás aqui a fazer, que pa­rentes tens tu, para estares a lavrar um se­pul­cro? 17Vê bem, homem forte! O Senhor vai arremessar-te de uma só vez, e arrojar-te com violência, 18far-te-á girar e dar voltas como um arco numa planície imensa. Ali morrerás, ali ficarão os teus coches de gala, ó vergonha da corte do teu senhor! 19Vou depor-te do teu cargo, destituir-te do teu posto. 20Naquele dia, chamarei o meu ser­vo Eliaquim, filho de Hilquias. 21Vesti-lo-ei com a tua túnica, cingi-lo-ei com a tua faixa, porei nas suas mãos o teu poder; será como pai para os habitantes de Jerusalém, para o povo de Judá. 22Porei sobre os seus ombros a cha­ve do palácio de David: o que ele abrir ninguém fechará, o que ele fechar ninguém abrirá. 23Fixá-lo-ei como prego em lugar firme, será como um trono de glória para a casa de seu pai.’» 24Mas penduram-se nele todos os no­bres da casa de seu pai, fi­lhos e netos, tal como se penduram num prego os utensílios de cozinha, desde os copos aos jarros. 25Naquele dia – oráculo do Se­nhor do universo – o prego fixado em lugar firme ce­derá, a carga que dele pendia soltar-se-á, cairá e será feita em pedaços. O Senhor assim o declarou.



Capítulos

Is 1 Is 2 Is 3 Is 4 Is 5 Is 6 Is 7 Is 8 Is 9 Is 10 Is 11 Is 12 Is 13 Is 14 Is 15 Is 16 Is 17 Is 18 Is 19 Is 20 Is 21 Is 22 Is 23 Is 24 Is 25 Is 26 Is 27 Is 28 Is 29 Is 30 Is 31 Is 32 Is 33 Is 34 Is 35 Is 36 Is 37 Is 38 Is 39 Is 40 Is 41 Is 42 Is 43 Is 44 Is 45 Is 46 Is 47 Is 48 Is 49 Is 50 Is 51 Is 52 Is 53 Is 54 Is 55 Is 56 Is 57 Is 58 Is 59 Is 60 Is 61 Is 62 Is 63 Is 64 Is 65 Is 66