Is 1

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I. ORÁCULOS SOBRE JUDÁ E JERUSALÉM (1,1-6,13)


1Visão de Isaías, filho de Amós, acerca dos habitantes de Judá e Jerusalém no tempo de Uzias, de Jotam, de Acaz e de Ezequias, reis de Judá.


Acusação de Deus (Am 4,6-13)

2Ouvi, ó céus, e escuta, ó terra,

porque é o Senhor quem te fala:

«Criei filhos e fi-los crescer,

mas eles revoltaram-se contra mim.

3O boi conhece o seu dono,

e o jumento, o estábulo do seu senhor;

mas Israel, meu povo, nada en­tende.»

4Ai de vós, nação pecadora,

povo carregado de iniquidades,

raça de malfeitores,

filhos malvados!

Abandonaram o Senhor,

renegaram o Santo de Israel,

voltaram-lhe as costas.

5Onde podereis ser castigados de novo,

já que persistis na rebeldia?

A vossa cabeça é uma chaga,

o vosso coração está totalmente abatido.

6Desde a planta dos pés até ao alto da cabeça,

não há nada de são em vós.

Tudo são feridas, contusões, cha­gas vivas,

que não foram curadas nem liga­das,

nem suavizadas com azeite.

7A vossa terra está deserta,

as vossas cidades incendiadas.

Os estrangeiros devastam diante de vós

os vossos campos.

É a desolação e a destruição pro­vocada pelos inimigos.

8Ficou apenas Sião, como ca­bana numa vinha,

como choça num pepinal,

como cidade sitiada.

9Se o Senhor do universo

não nos tivesse conservado um pe­queno resto,

teríamos sido como Sodoma,

seríamos agora como Gomorra.


Segunda acusação de Deus (58; Sl 50)

10Ouvi a palavra do Senhor,

ó príncipes de Sodoma;

escutai a lição do nosso Deus,

povo de Gomorra:

11«De que me serve a mim a mul­ti­dão das vossas vítimas?

– diz o Senhor.

Estou farto de holocaustos de car­neiros,

de gordura de bezerros.

Não me agrada o sangue de vi­telos,

de cordeiros nem de bodes.

12Quando me viestes prestar culto,

quem reclamou de vós semelhan­tes dons,

ao pisardes o meu santuário?

13Não me ofereçais mais dons inú­teis:

o incenso é-me abominável;

as celebrações lunares, os sábados,

as reuniões de culto,

as festas e as solenidades são-me insuportáveis.

14Abomino as vossas celebrações lu­nares

e as vossas festas;

estou cansado delas,

não as suporto mais.

15Quando levantais as vossas mãos,

afasto de vós os meus olhos;

podeis multiplicar as vossas pre­ces,

que Eu não as atendo.

É que as vossas mãos estão cheias de sangue.

16Lavai-vos, purificai-vos,

tirai da frente dos meus olhos

a malícia das vossas acções.

Cessai de fazer o mal,

17aprendei a fazer o bem;

procurai o que é justo,

socorrei os oprimidos,

fazei justiça aos órfãos,

defendei as viúvas.

18Vinde agora, entendamo-nos – diz o Senhor.

Mesmo que os vossos pecados

sejam como escarlate,

tornar-se-ão brancos como a neve.

Mesmo que sejam vermelhos como a púrpura,

ficarão brancos como a lã.

19Se fordes dóceis e obedientes,

comereis os bens da terra;

20se recusardes, se vos revoltar­des,

sereis devorados pela espada.

É o Senhor quem o declara.»


A cidade infiel (Jr 23; Ez 16; Os 2)

21Como se tornou numa prostituta a cidade fiel!

Outrora, cheia de direito,

nela morava a justiça,

mas agora são assassinos.

22Eras como a prata,

que agora se converteu em es­có­ria;

eras como bom vinho,

que agora se misturou com água.

23Os teus governantes são rebel­des,

companheiros de ladrões;

andam todos à procura de rega­lias e de recompensas.

Não defendem o direito dos ór­fãos

nem se interessam pela questão das viúvas.

24Por este motivo, ó Israel,

– oráculo do Senhor Deus do uni­verso:

«Pedirei satisfações aos meus adver­­sários,

hei-de vingar-me dos meus ini­mi­gos.

25Voltarei a minha mão contra ti,

purificar-te-ei no crisol,

eliminarei de ti todas as escórias.

26Restabelecerei os teus juízes como eram outrora,

e os teus conselheiros como eram antigamente.

Então serás chamada ‘Cidade jus­ta’, ‘Cidade fiel.’»


Contra os cultos idólatras (17,9-11)

27Sião será redimida pela recti­dão,

e os seus exilados, resgatados pela justiça.

28Mas os malvados e os pecadores serão destruídos,

todos juntos, e os que abando­nam o Senhor, perecerão.

29Então, tereis vergonha dos tere­­bintos que tanto apreciastes

e dos jardins sagrados que esco­lhestes.

30Sereis como um terebinto, com folhagem seca,

como um jardim que não tem água.

31O homem forte será como es­topa,

e as suas más obras como faúlha;

ambas arderão ao mesmo tempo,

sem que ninguém as possa apa­gar.



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