Gn 41

Da wiki Biblia Online
Ir para: navegação, pesquisa

O sonho do faraó (Dn 2; 4,1-30) 1Dois anos depois, o faraó teve um sonho: estava de pé junto do Nilo. 2E do Nilo saíram sete vacas, belas e gordas, que se puseram a pastar a erva; 3depois destas saíram do rio outras sete vacas, enfezadas e magras, e pararam junto das primeiras, na margem do rio. 4E as vacas enfezadas e magras devoraram as sete vacas belas e gordas.

Então, o faraó acordou. 5Adormeceu de novo e teve um segundo sonho: sete espigas, grandes e belas, subiram de uma mesma haste; 6depois, sete espigas raquíticas e ressequidas pelo vento do oriente germinaram a seguir às primeiras. 7E as espigas raquíticas engoliram as sete espigas grandes e cheias. Então, o faraó acordou: era um sonho.

8Pela manhã, com o espírito agitado, o faraó mandou chamar todos os magos do Egipto e todos os seus sábios. Contou-lhes os sonhos, mas ninguém conseguia explicá-los.

9Então o copeiro-mor falou diante do faraó nestes termos: «Hoje devo confessar a minha falta. 10Um dia, o faraó estava irritado contra os seus servos; mandou-os encerrar na casa do chefe dos guardas, a mim e ao padeiro-mor. 11Ambos tivemos um sonho na mesma noite, e os nossos sonhos tinham, cada um, o seu significado. 12Estava lá connosco um jovem hebreu, escravo do chefe dos guardas. Contámos-lhe os nossos sonhos e ele interpretou-os, dando a cada um de nós o significado do sonho. 13E tudo aconteceu como ele tinha interpretado: eu fui restabelecido no meu posto e o outro foi enforcado.»


José diante do faraó14O faraó mandou procurar José, o qual foi rapidamente tirado da prisão. Barbeou-se, mudou de vestidos e apresentou-se diante do faraó. 15E o faraó disse a José: «Tive um sonho que ninguém me explica, mas ouvi dizer que tu sabes interpretar os sonhos.» 16José respondeu ao faraó, dizendo: «Não sou eu, é Deus quem dará ao faraó uma resposta satisfatória.»

17Então, o faraó falou assim a José: «No meu sonho, estava na margem do rio. 18E do rio saíram sete vacas, belas e gordas que se puseram a pastar a erva; 19depois, seguiram-nas outras sete vacas magras, muito enfezadas e todas descarnadas; nunca vi outras tão magras em todo o país do Egipto. 20As vacas magras e enfezadas devoraram as sete primeiras vacas, as gordas; 21estas passaram para o seu corpo, sem que parecesse terem ali entrado: o seu aspecto permaneceu enfezado como antes. Então acordei. 22Vi depois, num outro sonho, sete espigas elevarem-se sobre uma mesma haste, cheias e belas; 23mas em seguida eis que nasceram outras sete espigas, raquíticas e ressequidas pelo vento do oriente. 24E estas espigas raquíticas engoliram as sete espigas grandes. Contei isso aos magos e nenhum deles mo explicou.»

25José disse ao faraó: «O sonho do faraó é só um. Deus anunciou ao faraó o que vai fazer. 26As sete vacas belas são sete anos; as sete espigas grandes são sete anos; é um mesmo sonho. 27E as sete vacas magras e feias, que subiam em segundo lugar, são sete anos; e as sete espigas raquíticas e ressequidas pelo vento do oriente são sete anos. Serão sete anos de fome. 28É o que eu disse ao faraó: Deus revelou ao faraó o que vai fazer. 29Sim, vão chegar sete anos de grande abundância a todo o território do Egipto. 30Mas sete anos de fome surgirão a seguir, de modo que toda a abundância desaparecerá do Egipto e a fome devastará o país. 31A recordação da abundância apagar-se-á no país, devido à fome que se seguirá, porque será excessiva. 32E se o sonho do faraó se repetiu duas vezes, é porque isto está decidido diante de Deus e porque Deus está quase a realizá-lo.

33Agora escolha o faraó um homem prudente e sábio, encarregando--o do país do Egipto. 34Que o faraó nomeie comissários para o país e lance o imposto de um quinto sobre as colheitas do Egipto, durante os sete anos de abundância. 35Que se acumulem todas as sobras de víveres desses anos férteis que se aproximam; que se armazene trigo sob a autoridade do faraó, nas cidades, como reserva de víveres. 36Essas provisões serão um recurso para o país durante os sete anos de fome que vão chegar ao Egipto, a fim de que o país não pereça pela fome.»


Promoção de José37Estas palavras agradaram ao faraó e a todos os seus servos. 38E o faraó disse aos servos: «Poderemos nós encontrar outro homem como este, cheio do espírito de Deus?» 39E o faraó disse a José: «Visto que Deus te revelou tudo isso, não há ninguém tão inteligente e tão sábio como tu. 40Tu mesmo serás o chefe da minha casa; todo o meu povo será governado por ti e somente pelo trono é que serei maior do que tu.» 41E disse ainda a José: «Eis que te ponho à frente de todo o país do Egipto.»

42Então o faraó tirou da mão o anel, passou-o para a de José, mandou-o vestir com vestes de linho fino e pôs-lhe ao pescoço o colar de ouro. 43Mandou-o subir para o segundo dos seus carros, e gritavam diante dele: «Prestem homenagem!» E assim foi estabelecido chefe de todo o país do Egipto. 44O faraó disse a José: «Eu sou o faraó; mas, sem a tua permissão, ninguém moverá a mão ou o pé em todo o Egipto.» 45O faraó cognominou José Safnat-Panéa e deu-lhe por mulher Assenat, filha de Potifera, sacerdote de On. E José partiu para inspeccionar o país do Egipto. 46Tinha trinta anos quando apareceu diante do faraó, rei do Egipto. E saindo da presença do faraó, José percorreu todo o país do Egipto.

47A terra, durante os sete anos de fertilidade, produziu colheitas abundantes. 48Acumularam-se as provisões dos sete anos de abundância, que houve no Egipto, e abasteceram-se as cidades; puseram em cada cidade os géneros dos campos que as rodeavam e guardaram-nos em cada uma. 49José acumulou trigo como a areia do mar, em tão grande quantidade que deixaram de o medir, pois era incalculável. 50Antes que chegasse o período da fome, nasceram a José dois filhos, que lhe deu Assenat, filha de Potifera, sacerdote de On. 51José chamou ao primogénito Manassés: «Porque – disse ele – Deus fez-me esquecer todas as minhas tribulações e toda a casa de meu pai.» 52Ao segundo chamou Efraim: «Porque – disse ele – Deus fez-me frutificar, no país do meu infortúnio.»

53Tendo terminado os sete anos de abundância, no país do Egipto, 54sobrevieram os sete anos da fome, como José predissera. Houve fome em todos os países, mas no Egipto havia pão. 55Quando a fome começou a manifestar-se no Egipto, o povo clamou por pão ao faraó; mas o faraó respondeu aos egípcios: «Ide ter com José; fazei o que ele vos disser.»

56Estendendo-se a fome a toda a terra, José abriu todos os celeiros e vendeu trigo aos egípcios. Mas a fome persistiu no país do Egipto. 57De todos os países vinham ao Egipto para comprar trigo a José, pois a fome era violenta em toda a terra.



Capítulos

Gn 1 Gn 2 Gn 3 Gn 4 Gn 5 Gn 6 Gn 7 Gn 8 Gn 9 Gn 10 Gn 11 Gn 12 Gn 13 Gn 14 Gn 15 Gn 16 Gn 17 Gn 18 Gn 19 Gn 20 Gn 21 Gn 22 Gn 23 Gn 24 Gn 25 Gn 26 Gn 27 Gn 28 Gn 29 Gn 30 Gn 31 Gn 32 Gn 33 Gn 34 Gn 35 Gn 36 Gn 37 Gn 38 Gn 39 Gn 40 Gn 41 Gn 42 Gn 43 Gn 44 Gn 45 Gn 46 Gn 47 Gn 48 Gn 49 Gn 50